"A mentira nunca sobrevive até alcançar idade avançada." Sófocles.
Em nossos tempos se tornou comum falar pequenas mentiras em nosso cotidiano, aquelas que os americanos chamam de mentiras brancas.
É comum ouvirmos falsos elogios do tipo: “você está muito elegante com esta roupa” ou “cheguei atrasado porque peguei um congestionamento terrível” ou a alegria dissimulada ao ganhar um presente de natal inútil ou de mal gosto.
Essas mentiras acontecem muitas vezes por gentileza, com a intenção de não ser desagradável com as pessoas. E o pior, muitas pessoas preferem ouvir uma mentirinha agradável ao invés da verdade, que pode ser incômoda.
Dentro deste cenário, até crianças são ensinadas a contar pequenas mentiras, como parte de sua educação. Já aprendem desde cedo que é melhor não dizer à sua antipática tia que acham o beijo lambuzado dela nojento.
É vergonhoso como hoje em dia se lida levianamente com o conceito "mentira" ou com a própria mentira. Há pesquisas e estudos sobre a mentira, tenta-se explicá-la, procura-se a sua origem, mas em geral ela é considerada inofensiva, sim, até mesmo uma necessidade da vida e, em última análise, como algo bom.
A mentira, a rigor, sempre carrega consigo conseqüências. Quem mente tem que sustentar sua mentira, seus argumentos, a história inventada. Já a verdade, mesmo que dura, demonstra a realidade, o ponto a ser corrigido, o real sentimento. Faz-nos ganhar tempo e a confiança das pessoas.
Exercite a verdade e note como viverás melhor.
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Um comentário:
Sinceramente, mesmo que você ache que é mentira sou sua fã, adorei os dois últimos textos.
Um completa o outro, pois é sincero quem não mente, nem em palavras, nem em atitudes e isso acontece muito com as crianças que ainda não foram “orientadas” a enganar e fingir seus sentimentos.
Meu querido a cada dia que passa sinto-me mais orgulhosa de ti, dos teus conceitos da vida e de tuas atitudes como homem, ser humano e cidadão.
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