11 de agosto de 2007

Onde foi parar a eqüidade perdida?

“Guarda as veredas do juízo e conserva o caminho dos seus santos. Então, entenderás justiça, juízo e eqüidade, todas as boas veredas.” Provérbios 2-8,9.

Há tempos que se fala de justiça, julgamento e eqüidade. O texto acima foi escrito pelo Rei Salomão por volta dos anos 970-700 a.C.

Todos nós estamos condicionados a crer que somos justos com as pessoas, sempre fazendo o que é correto, agindo de boa fé. Infelizmente vemos pessoas que, estando na condição de juízes ou tendo que decidir o destino de uma pessoa ou situação, acabam ignorando conceitos, deixam de lado valores individuais ou da sociedade e optam por fazer o que mais lhes convém.

Eqüidade significa aplicar o direito da forma mais próxima possível do justo, do razoável. Quem decide deve tentar, ao menos, ser o menos injusto possível. Não pode considerar conveniência própria ou trabalho adicional que aquela decisão irá lhe trazer.

Há poucos dias pude acompanhar uma decisão tomada com foco na conveniência própria, naquilo que daria menos trabalho e fosse mais confortável, deixando de lado a análise técnica de fatos, a interpretação correta das normas e regulamentos profissionais e o pior de tudo, transformando uma pessoa que era a menos culpada em vítima.

Este é somente um exemplo de muitos que podemos ver no meio social, político e até esportivo.

Situações como essas me levaram a esta reflexão. Onde foi parar a eqüidade perdida? Até quando pessoas, que por conveniência ou incompetência, continuarão a cometer injustiças? Até quando essas pessoas terão o cetro do poder da decisão em suas mãos?

Sei que não podemos mudar o mundo, talvez não consigamos nem mesmo mudar o rumo das nossas vidas, entretanto, continuo acreditando que podemos tentar usar de eqüidade para tomar decisões que se aproximem da justiça.

Tudo isso pode ser resumido com uma frase óbvia, mas que para muitas pessoas é complexa e impraticável: faça o que deve ser feito, não o que você quer fazer.

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