De vez em quando me pergunto: porque tudo é sempre igual?
Passa ano, entra ano, parece que nada muda, tudo é sempre tão igual.
Em dezembro é época de Natal. Época de comprar presentes, amigo secreto. Ver aqueles parentes que você no cotidiano se esquece que existem. Época de Super Casas Bahia no Anhembi, é... você compra o sofá em 24x sem juros e ainda vê as crianças brincarem, enquanto você saboreia o seu x-salada e curte um Zezé de Camargo e Luciano.
E o dia 24 de dezembro então? Esse já tem uma programação toda montada, com direito a jantar na casa da sogra e fogos de artifício à meia-noite. Pois é, de uns anos pra cá ninguém agüenta mais esperar até o dia 31 e começa a soltar fogos na véspera do Natal, comemorando... comemorando... comemorando o que mesmo? Há deixa pra lá! O bacana mesmo é soltar os rojões.
Que Pena! Quanta gente não sabe o que está acontecendo de fato.
Tudo bem, uma semana depois tem a virada. Dia 31 todo mundo está de folga, menos o carteiro. O condenado vem me entregar cartas bem na hora da São Silvestre...
Ah a São Silvestre! Já que não tem futebol serve ti mesma! É incrível como todos os canais falam da história da São Silvestre, mostram os quenianos treinando no Parque do Ibirapuera e destacam os potenciais vencedores brasileiros. Engraçado como esses potenciais vencedores nunca vencem, na Hora H sempre surge um desconhecido.
E no dia primeiro de janeiro esse famoso desconhecido está em todos os programas de esporte, no SPTV e, até mesmo, no Jornal Nacional. Pena que no dia seguinte volta a ser um ilustre Zé Ruela, algo meio parecido com o Big Brother.
Não se pode esquecer que o dia primeiro de janeiro é feriado: Dia Internacional da Ressaca.
Em janeiro tem férias. Férias do trabalho, da escola, das pessoas... Mal termina janeiro e começam as propagandas das escolas de samba.
Vou parar por aqui, não quero ser chato nem estraga prazer, mas apesar da globalização, das novas tecnologias, quase tudo continua igual. Falta criatividade.
Pra não dizer que não falei das flores, há algo que muda todos os anos: nossa aparência. Bom mesmo era quando tudo era igual e eu era uns 15 anos mais novo.
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